Anápolis ENTREVISTA

Coronel Adailton critica gestão da Prefeitura na Segurança: “policial não quer ficar parado em trevos”

Deputado questiona descaracterização de viaturas no programa Linha de Frente e defende retomada do modelo de patrulhamento ostensivo adotado anteriormente pela Força Tática

22/10/2026 10h36
Por: Redação
Foto: Paulo de Tarso
Foto: Paulo de Tarso

Viaturas descaracterizadas e posicionadas em trevos e praças de Anápolis foram alvo de críticas do deputado estadual Coronel Adailton (SD), durante entrevista ao Painel Diário nesta quinta-feira (22). O parlamentar questionou o modelo de policiamento adotado pela gestão municipal, por meio do programa Linha de Frente, e defendeu a retomada de veículos identificados da Polícia Militar e de patrulhamento ostensivo em regiões periféricas - como já praticado anteriormente pela Força Tática no município.

"A defesa que eu faço é que as viaturas não poderiam ser descaracterizadas. A viatura tem que ser caracterizada da Polícia Militar, ninguém respeita cores diferentes, parecendo veículos de circo parados na praça pública, nos trevos", criticou. "Nenhum policial militar quer isso", acrescentou.

 
 
 
 
 
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O deputado também responsabilizou a gestão municipal pelo cenário da segurança pública na cidade, diante da atuação de facções criminosas. Como trouxe o Diário do Município, o Estado lançou operação nesta quarta-feira (21) para conter onda de violência em Anápolis depois de oito mortes violentas em menos de duas semanas.

"Se a briga de facção ocorre abertamente, está acontecendo nas ruas da nossa cidade e saiu dos bastidores, certamente nós estamos perdendo um pouco da nossa credibilidade, do nosso trabalho realizado frente à população. Eu tenho que reputar essa situação à gestão municipal. Não tem dúvida disso", apontou.

Coronel Adailton relembrou sua participação na implantação da Força Tática no município e defendeu a manutenção de viaturas caracterizadas e de policiais militares fardados e armados. "Naquela época, ajudei e deixei muito claro: não descaracterizem os veículos. Vamos colocar o veículo caracterizado da Polícia Militar, com policiais militares armados e fardados no seu período de folga trabalhando em regime de hora extra. E foi o que funcionou até agora", relembrou.

Para o deputado, a mudança de nome e de identidade visual dos veículos não representa, por si só, uma solução para os problemas de segurança. "Criou-se um [novo] nome. Nome não resolve nada, não cuida de nada. E, principalmente, descaracterizaram as viaturas", enfatizou.

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