A Associação Brasileira de Entidades de Assistência Social (ABEAS) obteve a melhor classificação técnica no processo de seleção para assumir a gestão do Hospital Municipal Georges Hajjar, em Anápolis. O resultado do Chamamento Público nº 056/2026 foi publicado pela Secretaria Municipal de Saúde na edição de terça-feira (20) do Diário Oficial do Município (DOM).
Com 91 pontos, a entidade ficou à frente do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), responsável atualmente pela gestão emergencial da unidade, que alcançou 86 pontos. A Associação Saúde em Movimento (ASM) terminou em terceiro lugar, com 75,25 pontos.
A proposta prevê um teto estimado de R$ 2,64 milhões mensais para a administração do hospital. O valor é a referência financeira estabelecida no novo chamamento e contrasta com o contrato emergencial mantido com o HMTJ, cujo montante está na faixa de R$ 32,8 milhões.
Apesar da liderança na avaliação técnica, a ABEAS ainda não assumiu oficialmente a unidade. O procedimento entra agora na fase de recursos, durante a qual as entidades participantes podem contestar a classificação. A contratação definitiva depende do andamento das etapas administrativas.
A seleção também mantém o Hospital Municipal Georges Hajjar fora da estrutura de gestão da Fundação Universitária Evangélica (Funev), responsável pela administração de praticamente toda a rede hospitalar municipal por meio do modelo de Organização Social (OS). A fundação não participou do chamamento público nem apresentou proposta para gerir a unidade.
Histórico
Com sede em Goiânia, a ABEAS tem entre suas experiências a gestão do Hospital de Oncologia do Maranhão, em São Luís. A entidade também esteve à frente, por períodos curtos, de hospitais municipais em Cumari, em Goiás, e Baião, no Pará. O hospital maranhense é apontado como o único com contrato vigente da associação.
A trajetória da organização inclui disputas administrativas e judiciais relacionadas à contratação de serviços de saúde. Em 2024, a própria ABEAS acionou órgãos de fiscalização para denunciar supostas irregularidades no chamamento público do Hospital Municipal Alfredo Abrahão, em Anápolis, processo vencido pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH) naquele período.
Outros certames dos quais a associação participou também foram alvo de recursos apresentados por concorrentes, envolvendo questionamentos sobre exigências técnicas. Além das disputas em processos de seleção, a entidade acumula processos trabalhistas e notificações de conselhos profissionais.
A definição sobre a gestão do Georges Hajjar dependerá agora da conclusão da fase recursal e das etapas necessárias à formalização do contrato.
SEGURANÇA Governo lança operação em Anápolis após sequência de crimes violentos
VIOLÊNCIA Professora é encontrada morta ao lado do marido em Anápolis
ANÁPOLIS Suspeitos de matar casal são perseguidos e buscam abrigo em batalhão da PM
DUPLO HOMICÍDIO Justiça manda soltar suspeitos de matar casal em distribuidora de Anápolis
EDUCAÇÃO Curso gratuito de informática abre 35 vagas em Anápolis; veja como participar
SEGURANÇA Onda de violência: seis pessoas são assassinadas em Anápolis em nove dias