Anápolis SEGURANÇA

Governo lança operação em Anápolis após sequência de crimes violentos

Operação Vis Civitatis reúne equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal até sábado (24). Governo estadual mira conflitos entre facções e busca reforçar o policiamento e prender foragidos

21/10/2026 11h44
Por: Redação
Foto: Paulo de Tarso
Foto: Paulo de Tarso

Viaturas, equipes especializadas e reforço do policiamento ostensivo marcaram o lançamento da Operação Vis Civitatis, na manhã desta quarta-feira (21), em Anápolis. O governador Daniel Vilela (MDB) esteve na Praça Dom Emanuel, no bairro Jundiaí, para acompanhar o início da mobilização, que busca conter a criminalidade e prevenir novos episódios de violência no município.

A força-tarefa reúne integrantes da Polícia Militar de Goiás (PMGO), da Polícia Civil (PCGO) e da Polícia Penal. As equipes atuarão de forma coordenada em ações preventivas, investigações e cumprimento de mandados de prisão, com atenção especial à localização de foragidos da Justiça. A operação seguirá até sábado (24).

A mobilização foi anunciada após uma sequência de crimes violentos registrados na cidade, incluindo ocorrências relacionadas a conflitos entre facções criminosas. De acordo com o governo, grupos com lideranças situadas em outros estados teriam atuado em Anápolis. A estratégia é identificar os envolvidos, interromper a atuação desses grupos e evitar novos confrontos.

Durante o lançamento, Daniel Vilela ressaltou que fez questão de acompanhar pessoalmente o início dos trabalhos para demonstrar apoio aos profissionais mobilizados.

“Estou ao lado de vocês para que possam cumprir a missão de garantir tranquilidade à população de Anápolis e do estado de Goiás. Aqui em Goiás impera a força do Estado. Aqui nenhuma facção controla palmo nenhum de terra. Os goianos já sabem da eficiência das nossas forças de segurança e podem ter a certeza de que seguiremos atuando com firmeza no combate à criminalidade”, frisou o governador.

Vilela também informou que procurou representantes do Judiciário e do Ministério Público para compartilhar informações sobre a operação e buscar respaldo institucional às medidas adotadas.

“Hoje mesmo, já entrei em contato com autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público para que pudesse atualizá-las sobre as informações dessa ação e tive, da parte delas, todo o respaldo para que a gente possa fazer aquilo que seja necessário, atuando aqui com a missão das nossas forças policiais”, afirmou.

Violência

A operação ocorre após uma série de ocorrências violentas registradas em Anápolis ao longo de outubro. Entre os dias 10 e 20, foram contabilizadas oito mortes violentas, incluindo um caso com suspeita de feminicídio seguido de suicídio, além de duas tentativas de homicídio por esfaqueamento.

Um dos episódios que motivaram a mobilização foi o assassinato de Hiago Almeida dos Santos, de 25 anos, e Ana Carolina Maia, de 24. O casal foi atingido por disparos de arma de fogo em uma adega no domingo (18). Hiago morreu no local, enquanto Ana Carolina chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o governador, o crime tem relação com disputas entre facções.

Outro caso ocorreu na sexta-feira (16), quando Joelson Ancelma Pinto, de 27 anos, morreu após ser atingido por uma facada no peito, dentro de casa. A esposa dele, Maria Aldaci da Silva, de 45 anos, confessou ter desferido o golpe, mas alegou legítima defesa, sob a justificativa de que havia sido agredida e ameaçada de morte.

Na quinta-feira (15), André Lima dos Santos, de 37 anos, trabalhador da construção civil, foi morto a tiros na porta de casa, na região Sul da cidade. Segundo relatos da família, o crime pode ter sido motivado por vingança. Os autores teriam chegado ao local em uma motocicleta.

Já no dia 10 de outubro, Carlos Leandro Gomes, de 36 anos, e Maria Betânia Melo e Silva, de 44, foram baleados em um bar. Até o momento, não havia informação sobre a prisão de suspeitos desse duplo homicídio.

Na terça-feira (20), José Clemente da Silva, de 75 anos, e Inah Barbosa Costa, de 42, foram encontrados mortos com ferimentos por arma de fogo dentro de casa, na Vila João Luiz de Oliveira. A suspeita inicial é de que José tenha matado a companheira e, em seguida, cometido suicídio. A dinâmica das mortes é investigada pela Polícia Civil.

Além dos homicídios, duas tentativas de homicídio por arma branca foram registradas no período.

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