Política ELEIÇÕES

Prorrogação da votação atingiu 1,48% das urnas, aponta TSE

Equipamentos registraram 5.052 votos após as 17h, segundo levantamento baseado em dados do Tribunal. Diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno foi de cerca de 4,4 milhões de votos

26/10/2026 11h00
Por: Redação
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

A extensão do horário de votação no segundo turno presidencial alcançou uma parcela pequena das urnas utilizadas no país, segundo análise do programador Apolinário Passos, feita a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Das 497.882 urnas usadas nas eleições, 7.352 continuaram funcionando após o horário inicialmente previsto para o encerramento, o equivalente a 1,48% do total.

Nesses equipamentos, foram contabilizados 5.052 votos após as 17h. O número corresponde a 0,004% dos votos válidos da eleição, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou a disputa com uma vantagem de aproximadamente 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro (PL).

Para realizar o levantamento, Passos considerou as urnas que permaneceram em funcionamento após as 17h45, com o objetivo de excluir equipamentos que ainda atendiam eleitores em filas. O código utilizado na análise foi disponibilizado no GitHub, e o arquivo foi inspecionado pela coluna que publicou os dados.

Após a derrota, Flávio contestou o resultado e criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação por duas horas em todo o país. O senador classificou o episódio como uma “sacanagem” e declarou ser “impossível” reconhecer a derrota diante da mudança no horário.

“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, e ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo”, disse.

Flávio também questionou a atuação de Zanin, argumentando que a decisão foi tomada fora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela organização do processo eleitoral.

“Às 17:01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, declarou.

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