Em coletiva de imprensa neste domingo (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou que não reconhecerá o resultado da eleição presidencial após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Com 99,99% das urnas apuradas, Lula somava 51,78% dos votos, ante 48,22% do senador, diferença superior a quatro milhões de votos.
O candidato derrotado contestou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu a votação até as 19h em todo o país. "O ministro Zanin atropelou a justiça especializada e prorrogando as eleições por duas horas. Houve uma quebra total de isonomia entre brasileiros de diversos estados. Tem muita coisa que precisa ser feita antes de reconhece está sacanagem que ocorreu agora", declarou.
Flávio acompanhou a apuração em uma casa usada como comitê de campanha, em Brasília, ao lado de aliados, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha. O ambiente, inicialmente marcado por comemorações, mudou quando Lula retomou a liderança na contagem dos votos.
A decisão de prorrogar a votação também foi criticada por outros aliados do PL, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ). A própria campanha de Flávio havia solicitado a extensão do horário em estados afetados por chuvas.
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