Anápolis concentrou 44,68% das importações de Goiás entre janeiro e setembro de 2026, mantendo a liderança entre os municípios goianos nas compras de mercadorias do exterior. Os dados da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) mostram que a cidade teve participação superior à de Catalão, que respondeu por 19,50% do total, seguida por Aparecida de Goiânia (13,79%) e Goiânia (10,61%).
No conjunto do estado, a balança comercial registrou superávit de US$ 6,243 bilhões nos nove primeiros meses do ano. O saldo resulta de US$ 10,704 bilhões em exportações e US$ 4,461 bilhões em importações. Em setembro, Goiás exportou US$ 1,018 bilhão e importou US$ 430 milhões, com resultado positivo de US$ 588 milhões.
As importações goianas são destinadas principalmente ao abastecimento industrial e à modernização do parque fabril. Embora Anápolis lidere as compras externas, Rio Verde ocupa a primeira posição nas exportações estaduais, com US$ 2,7 bilhões em vendas e participação de 25,60% do total. Na sequência estão Jataí (7,80%), Alto Horizonte (6,52%), Mozarlândia (5,82%) e Palmeiras de Goiás (3,71%).
Entre os produtos vendidos por Goiás ao mercado internacional, o complexo soja liderou com US$ 5,4 bilhões, equivalente a 50,59% das exportações acumuladas no período. O setor de carnes ficou em segundo lugar, com US$ 2,2 bilhões e participação de 20,91%. A carne bovina representou 16,23% dos embarques estaduais, enquanto as exportações de carne de aves cresceram 24,94% em relação aos nove primeiros meses de 2025.
Outros segmentos também registraram participação relevante. As vendas de ferroligas somaram US$ 708 milhões, correspondentes a 6,62% do total exportado. Já os minérios de cobre alcançaram US$ 617 milhões, com participação de 5,77% e crescimento de 79,97% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A China foi o principal destino dos produtos goianos, com compras de US$ 4,6 bilhões, o equivalente a 43,19% das exportações. Estados Unidos, com 6,49%, Espanha (3,86%), Países Baixos (3,36%) e Canadá (2,76%) aparecem na sequência.
Para o secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna Braga Filho, o resultado reflete a atuação dos setores produtivos e a presença de Goiás no mercado internacional.
“Os resultados confirmam a capacidade de Goiás de gerar valor e manter sua competitividade no cenário global. Superamos a marca de US$ 10 bilhões em exportações no acumulado do ano, demonstrando a força do nosso parque produtivo e do agronegócio. Esse desempenho reflete uma estratégia de desenvolvimento conduzida pelo governador Daniel Vilela, aliada ao empenho diário dos empresários goianos”, declarou.
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