O nome de Ronaldo Caiado (PSD) passou a ser considerado para uma eventual vaga ministerial no governo de Flávio Bolsonaro (PL), caso o senador vença o segundo turno da eleição presidencial. As possibilidades citadas são os ministérios da Segurança Pública e da Agricultura, áreas ligadas à trajetória política do ex-governador de Goiás. A participação, no entanto, ainda não está definida.
A discussão ocorre após Caiado declarar apoio a Flávio nesta terça-feira (6), em Goiânia. Durante o encontro, o ex-governador entregou ao candidato um documento com propostas de seu programa de governo. Flávio sinalizou concordância com os pontos apresentados e disse haver convergência entre as duas candidaturas.
De acordo com Adriano da Rocha Lima, coordenador-geral da campanha de Daniel Vilela (MDB), o documento reúne seis itens que foram aceitos pelo candidato do PL. Entre os temas está a segurança pública, além de propostas relacionadas a outras áreas da administração.
“Hoje pela manhã foi apresentado um documento com seis itens ao Flávio Bolsonaro, que concordou com os itens, onde ele passa a assumir parte daquilo que era o programa de Ronaldo Caiado como parte do seu compromisso, caso seja eleito”, declarou.
A possibilidade de Caiado ocupar a Agricultura é associada à sua relação histórica com o agronegócio e à proximidade com lideranças do setor. Já a Segurança Pública aparece como alternativa em razão da atuação do ex-governador na área durante sua gestão em Goiás. Segundo informações divulgadas sobre as articulações, interlocutores também avaliam que Caiado teria preferência pela pasta da Agricultura.
Durante o evento em Goiânia, apoiadores chegaram a gritar “ministro” quando Caiado estava ao lado de Flávio. Questionado sobre uma eventual indicação, o candidato do PL evitou confirmar a possibilidade. “Esse apoio que recebo agora é importante. É mais que política, é sentimental. Temos vários pontos convergentes. Esse rol de critérios programáticos, ele sabe que concordamos 115% do que está aqui”, declarou.
Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos, e decidiu apoiar Flávio no segundo turno. O PSD, partido do ex-governador, adotou posição de neutralidade e liberou seus filiados para escolherem seus candidatos na nova etapa da disputa.
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