O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira (6) ter se excedido nas críticas feitas a Flávio Bolsonaro (PL) durante o primeiro turno das eleições presidenciais. Após terminar a disputa em quinto lugar, com 2,18% dos votos, Caiado declarou apoio ao candidato do PL no segundo turno e disse que os ataques faziam parte da disputa pelo Palácio do Planalto.
“Falei essas coisas porque na campanha queria ganhar, mas não ganhei a eleição. Ele ganhou, tem o meu apoio. É assim que eu faço, é de frente. Terá o meu apoio. (…) O povo de Goiás sabe como o Caiado entra nessa briga”, disse.
Durante o evento em Goiânia que oficializou o apoio, Caiado disse que adotou uma postura dura contra diferentes adversários ao longo da campanha e reconheceu que passou do tom nas declarações dirigidas a Flávio. “Eu sou duro com todos. Fui duro com o Daniel (Vilela), que disputou comigo, com o Fred (Rodrigues), com o Wilder, com muita gente aqui. Se me excedi nas críticas, saiba (Flávio) que tem meu respeito”, declarou.
A mudança ocorre depois de Caiado ter associado Lula (PT) e Flávio a práticas de roubo durante a campanha. Em uma das declarações mais duras, o então candidato do PSD disse que "tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: [quem rouba] é ladrão”.
Durante discurso de apoio a Flávio no segundo turno, Caiado também prometeu participação ativa na campanha até a votação de 25 de outubro. “De agora para frente, vou entrar de corpo inteiro (na campanha). Eu na campanha queria ganhar, mas não ganhei. Ele que ganhou. Tem meu apoio. É assim que eu falo”, enfatizou.
O apoio foi formalizado em um evento na capital goiana com a presença de Flávio, do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A agenda reuniu ainda prefeitos e parlamentares ligados ao grupo político de Caiado.
Além de Caiado, Daniel Vilela também declarou apoio a Flávio no segundo turno. A adesão ocorre de forma individual, enquanto o PSD nacional decidiu liberar seus filiados para escolherem quem apoiar na segunda etapa.
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