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Comissão do Senado discute implantação de BRT ligando Brasília a cidades de Goiás

Reunião foi presidida pelo senador goiano Jorge Kajuru; investimentos previstos superam R$ 28 bilhões

06/07/2024 13h00 Atualizada há 3 semanas
Por: Emilly Viana
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

A implantação do sistema de Bus Rapid Transit (BRT) ligando Luziânia, Brasília e o contorno de Goiânia foi tema de debate na Comissão de Infraestrutura (CI). A reunião, proposta pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO), destacou a importância da obra para a região, que deverá beneficiar milhões de pessoas com um transporte público mais digno e eficiente.

Durante a sessão, nesta quinta-feira (4), Kajuru enfatizou a relevância histórica do projeto, chamando-o de “a obra mais importante da história da região”. Ele ressaltou a necessidade de um trabalho efetivo para a implementação do que foi discutido, visando oferecer dignidade no transporte público para milhões de pessoas.

Os projetos de BRT Eixo Sul e BRT Eixo Norte, previstos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), têm um investimento estimado em R$ 28,3 bilhões até 2026. Prefeitos de cidades goianas, como Diego Sorgatto de Luziânia e Pábio Correia Lopes de Valparaíso de Goiás, destacaram a transformação que a obra trará para a vida da população local. Pábio enfatizou a dependência de Brasília da mão de obra oriunda das cidades vizinhas e sugeriu a criação de um grupo de trabalho para facilitar avanços, como a liberação de licenciamento ambiental.

Também presente na discussão, a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, reconheceu a importância do empreendimento, mas admitiu que os estudos estão atrasados. Ela destacou a necessidade de uma gestão integrada do sistema e de uma concessionária para atuar no trecho, ressaltando que os atrasos podem ser positivos para um debate mais aprofundado. 

"Esse atraso acaba sendo positivo porque temos tempo para discutir. Precisamos ter uma concessionária atuando nesse trecho, o que é fundamental, e devemos fazer isso de forma célere. Isso porque, mesmo que a gente não tivesse conflitos quanto à instalação do BRT e a implantação das marginais, a gente não teria como melhorar significativamente o nível de serviços", afirmou.

O BRT, sigla em inglês para Bus Rapid Transit, é um sistema de transporte público que utiliza ônibus rápidos em vias exclusivas ou semiprivativas, combinando a eficiência de um sistema ferroviário leve com a flexibilidade e economia de um sistema de ônibus.

*Projeto avança*

Maria Caroline Fleury de Lima, secretária do Entorno do Distrito Federal do governo de Goiás, informou que um grupo de trabalho liderado pelo Ministério dos Transportes tem apresentado resultados, mas que a governança do BRT ainda precisa ser definida. Estudos preliminares já foram aceitos pelo Ministério das Cidades e um termo de compromisso deverá ser assinado em breve.

"Estamos otimistas, mas o que a gente mais precisa hoje é da sensibilidade de todos os atores quanto à governança. Isso porque se o BRT estivesse pronto hoje, não poderíamos operacionalizá-lo, já que a gente precisa subsidiar esse transporte, buscando fontes alternativas de receita. E o grupo de trabalho também vai apresentar esse custo extra e de quanto deverá ser essa repartição", explicou a secretária.

Fabiano dos Santos Campos Guimarães, chefe da Unidade de Projetos da Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal, afirmou que o valor destinado ao BRT Norte é de R$ 1,5 bilhão, enquanto R$ 750 milhões estão orçados para o BRT Sul. Ele destacou que os estudos estão em fase avançada e que o apoio dos gestores goianos tem sido crucial. "O BRT é uma prioridade para nós. O Eixo Norte, por exemplo, terá a princípio 14 estações. Além disso, metrô, ciclovias, todos têm prioridade e atenção do governo do Distrito Federal", pontuou.

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