Saúde SAÚDE

Novas unidades devem reduzir superlotação na UPA da Vila Esperança

Secretária de Saúde diz que Centro Médico na Jaiara e HM no Leblon vão diluir demanda por toda a rede municipal

05/07/2024 09h32
Por: Marcos Vieira
Unidade de Pronto Atendimento da Vila Esperança (UPA Alair Mafra) deve ter fluxo reduzido após funcionamento de novas unidades de saúde. Foto: Reprodução
Unidade de Pronto Atendimento da Vila Esperança (UPA Alair Mafra) deve ter fluxo reduzido após funcionamento de novas unidades de saúde. Foto: Reprodução

As inaugurações do Centro Médico José Vieira da Silva, na região da Vila Jaiara, e do Hospital Municipal Georges Hajjar, no Residencial Leblon, vão representar uma redução no fluxo de pacientes que hoje superlota a UPA Alair Mafra, na Vila Esperança. É a previsão feita pela secretária municipal de Saúde, Mirlene Garcia, que acrescenta ainda outra unidade que vai ajudar a diluir os atendimentos, mas que só fica pronta daqui a alguns meses, que é a UPA da Mulher.

O Centro Médico da Jaiara será entregue dia 25 deste mês. Já o novo hospital municipal será inaugurado no dia 15 de agosto. “Mais de 70% da população que busca a UPA hoje, ela é paciente que eu classifico entre verde e azul, que significa que é um paciente considerado caso leve. Então eu vou ter um pouco a diluição desse fluxo de pacientes”, ressalta Mirlene. 

O Hospital Georges Hajjar vai receber principalmente o paciente de sala amarela, que quando chega à UPA necessita de uma internação clínica e geralmente ocupa leito da rede contratualizada com o Município, como a Santa Casa, ou segue para alguma unidade do Estado. 

Segundo a secretária de Saúde, como é preciso considerar que Anápolis recebe doentes de outros 60 municípios, o fluxo para casos da sala amarela fica prejudicado, reduzindo a rotatividade e reduzindo o volume de atendimentos.

Mirlene ressalta que hoje o paciente da sala amarela é atendido na UPA, mas o ambiente é de uma unidade de pronto-atendimento, diferente de um leito de internação de uma unidade hospitalar, o que vai passar a ser oferecido com maior disponibilidade a partir da inauguração do novo hospital municipal. 

A secretária explica que o hospital Georges Hajjar será regulado. Ou seja, ele receberá pacientes encaminhados pelo sistema municipal, vindos de diferentes unidades e que se enquadrem no perfil de internação clínica. As portas abertas da rede serão o Centro Médico da Vila Jaiara, a UPA Alair Mafra, a UPA Pediátrica e, em breve, a UPA da Mulher. 

“São três unidades para adultos e uma para crianças, com dois grandes hospitais para recepcionar o paciente se ele for regulado, seja o Hospital Municipal Georges Hajjar, seja o Hospital Alfredo Abrahão”, explica Mirlene. 

 

24 HORAS

Segundo a titular da pasta da Saúde, o Centro Médico da Jaiara terá uma estrutura que o caracterizará como unidade básica mista. Ela vai funcionar 24 horas para atendimentos básicos e receber pacientes classificados com as cores verde e azul, ou seja, sem gravidade, que requer uma intervenção básica. Além disso, o novo Centro Médico vai ter uma rotina de especialidades. 

“Será um atendimento referenciado de pequenas cirurgias, de pequenos procedimentos. Será suporte das outras regiões para a atenção básica, das outras unidades, pra que a gente possa ali realizar aquilo que a própria unidade básica precisa dentro desse rol, dentro desse espectro de procedimentos."

Quanto ao Hospital Municipal Georges Hajjar, Mirlene informa que serão 80 leitos com estrutura para eventual emergência, a chamada retaguarda e unidade semicrítica. “Será uma estrutura fantástica, que veio para proporcionar esse desafogamento da rede, para melhorar esse fluxo de encaminhamento de pacientes”, diz a secretária. 

O objetivo é que o novo hospital municipal conte com especialistas de diferentes áreas, como hematologia e nefrologia, por exemplo, garantindo ao paciente uma internação em um leito que garante assistência e conforto adequados para a melhora clínica. 

Ainda dentro das inaugurações na área da saúde, no dia 18 será entregue a reconstrução da UBS do Bairro Paraíso. Com isso, pacientes da região que estavam sendo direcionados para outras unidades retornam ao local de origem para atendimento. “O objetivo é facilitar o acesso à população da região não somente aos atendimentos de rotina da atenção básica, consultas, mas o atendimento odontológico, processo de vacinação, ao acompanhamento das crianças no seu crescimento e desenvolvimento”, diz Marlene.

A UBS do Paraíso também será administrada pela Funev. A secretária conta que a unidade terá equipe completa, que hoje atende provisoriamente na Vila União. 

 

Cidade atende 1,3 milhão todo mês e tem 700 mil cartões SUS

 

Anápolis atende mensalmente 1,3 milhão de pacientes, já que é referência da macrorregião norte de Goiás. Segundo a secretária Mirlene Garcia, hoje são 700 mil cartões com residência em Anápolis, embora a cidade tenha 400 mil habitantes. A alta demanda, ressalta a profissional, acaba gerando as dificuldades típicas da saúde pública. 

“A demanda realmente é infinita, mas também dependemos dos prestadores e da oferta dos serviços. Tem alguns momentos que o prestador muda a oferta de serviço e o Município tem que ir se adequando. E à medida em que algumas portas vão sendo abertas e também que a questão econômica vai oscilando dentro das cidades, a gente tem um aumento da busca por atendimento do serviço público”, explica Mirlene.

Segundo ela, o serviço oferecido em Anápolis é de qualidade. “Mas é importante ressaltar que nós reconhecemos as fragilidades que temos e estamos buscando dentro desse processo a melhoria de cada ponto de atenção”, relata a secretária.

Um passo importante considerado por Mirlene é a melhoria da comunicação na área da saúde. Trata-se da orientação à população, para que ela compreenda qual tipo de unidade buscar diante da necessidade. 

A secretária exemplifica: há momentos de superlotação na UPA Alair Mafra, com demanda majoritariamente de pacientes classificados como verde e azul, enquanto as unidades básicas de horário estendido estão vazias, que são justamente as adequadas para esse tipo de atendimento mais primário. 

“No horário de pico da UPA Alair Mafra, entre 18h e 22h, temos oito unidades abertas no município, o que dá condições de fazer uma distribuição de atendimento. Então que esse atendimento possa ser diluído para que possamos ofertar para aquele paciente que realmente é perfil da UPA o melhor atendimento”, destaca Mirlene. 

São doentes classificados com amarelo, laranja ou vermelho, que precisam de suporte médico imediato. “Então todo esse fluxo e essa redistribuição vão facilitar, vai propiciar que a gente possa melhorar esse perfil do atendimento, mais ágil e eficiente para aquele paciente que realmente tem o perfil da UPA. Essa é a nossa expectativa”, completa a secretária.

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