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Golpe dos nudes: morador de Anápolis perde R$ 24 mil

Homem foi induzido a acreditar que estava conversando com uma menor de idade, se envolvendo em um enredo que teve até “suicídio”

03/07/2024 14h34
Por: Marcos Vieira
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um homem morador do Vivian Parque, em Anápolis, foi vítima de extorsão através de aplicativo de mensagens, repassando R$ 24 mil para criminosos, no chamado golpe dos nudes. O caso foi registrado na Polícia Civil na terça-feira, 2.

 

Segundo registro da ocorrência, W recebeu solicitação de amizade de um perfil com o nome Andressa Amaral, que imediatamente lhe pediu o número de Whatsapp. Ele passou, então, a conversar com uma pessoa, que dois dias depois lhe enviou fotos nuas de uma mulher.

 

A vítima conta que no dia seguinte ao envio das fotos, um homem cujo número é do Rio Grande do Sul fez contato, dizendo ser o pai de Andressa, afirmando que ela era menor de idade e em decorrência da descoberta da conversa havia quebrado diversos objetos da casa. Essa foi a primeira parte do golpe.

 

A vítima de Anápolis foi “intimada” a enviar R$ 10 mil por pix para cobrir os prejuízos causados pela suposta menor de idade. Um dia depois do envio do dinheiro ele recebeu novas mensagens e ligações, dessa vez de um homem dizendo ser um delegado de Santa Catarina. Dava início, então, à segunda parte da extorsão.

 

W foi comunicado que um processo de pedofilia seria aberto contra ele, mas que um acordo extrajudicial, que consistia no pagamento de R$ 14 mil para uma clínica de reabilitação onde Andressa seria enviada. O dinheiro foi repassado em três momentos diferentes – R$ 5 mil, R$ 5 mil e R$ 4 mil – também por pix.

 

W então ficou aguardando o acordo, que nunca chegou. O falso delegado, que se apresentou como Mário Sousa, voltou a fazer contato com o anapolino afirmando que Andressa teria se suicidado na clínica, e os custos do sepultamento eram de R$ 34 mil.

 

Na tentativa de consolidar a terceira etapa do golpe, o criminoso baixou o valor para R$ 10 mil e, depois, para R$ 4 mil, mas a vítima decidiu não enviar mais dinheiro, procurando a Polícia Civil para registro da ocorrência.

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