Política EM BRASÍLIA

Caiado e ministro de Lula protagonizam "climão" em debate sobre câmeras em PMs

Governador criticou a portaria federal que recomenda câmeras corporais em policiais, propondo utilização do equipamento em presos do semiaberto e penitenciárias

07/06/2024 08h00 Atualizada há 6 dias
Por: Emilly Viana
Foto: Lucas Diener
Foto: Lucas Diener

Um discurso do governador Ronaldo Caiado causou um "climão", nesta quinta-feira (6), em evento que debatia a instalação de câmeras em policiais militares, em Brasília. Logo após o secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubbo, defender a medida, Caiado criticou duramente a proposta recomendada em portaria pelo governo federal.

"Com todo respeito ao secretário, eu não vou botar câmera em policial. Quem tem que ter câmera é quem está no semiaberto, quem usa tornozeleira e quem está dentro das penitenciárias", afirmou o governador, que também destacou a importância de uma corregedoria rigorosa como solução mais eficaz para os problemas na segurança pública.

A declação ocorreu em seminário Internacional sobre Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia, em Brasília. Caiado aproveitou a ocasião para expor os avanços na segurança pública em Goiás, mencionando a significativa redução nos índices de criminalidade, atribuída a um trabalho integrado e à separação de facções nos presídios. "Estamos tratando de algo que põe em risco a economia do país e a vida das pessoas. E, de repente, querem desviar o assunto", argumentou ele, reforçando sua posição contrária ao uso de câmeras corporais como medida de combate ao narcotráfico.

A troca de farpas não parou por aí. Caiado chamou o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) de "factoide", criticando a dificuldade em obter apoio financeiro do governo federal para projetos na área. "Aqui, bandido é pra cumprir pena. Faccionado e estuprador não têm direito a visita íntima. Ponto final. Separei facções, isolei comandos. A criminalidade teve uma queda vertical, porque é lá [nos presídios] o grande escritório do crime", relatou o governador, enfatizando a eficiência das medidas adotadas em seu estado.

Após o evento, Sarrubbo comentou a fala de Caiado sobre as câmeras corporais e manteve postura favorável ao monitoramento dos agentes. "Precisamos ter a coragem de olhar qual é o recorte dessa letalidade: quem é que nós estamos matando? São realmente os líderes do crime organizado ou aquelas pessoas que são vítimas do contexto social de hoje e instrumento do crime organizado?", disse à imprensa.

O ministro deixou claro que esta é a posição do presidente Lula. "Não é a visão deste governo [gestão Lula] uma visão de que segurança pública se faz matando […] Eu efetivamente respeito, mas foi frontalmente contrário", concluiu.

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por DM Anápolis (@dmanapolis)

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.