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Pastor condenado por manter duas clínicas clandestinas em Anápolis é solto

Alvará de soltura em favor do acusado foi concedido nesta quarta-feira (29)

29/05/2024 16h31 Atualizada há 2 meses
Por: Redação
Foto: Reprodução
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O pastor Ângelo Mario Klaus, preso pelos crimes de tortura e cárcere privado, após ter duas clínicas de reabilitação clandestinas fechadas em Anápolis no mês de setembro do ano passado. O alvará de soltura em favor do acusado foi concedido nesta quarta-feira (29).

Klaus foi condenado a dez anos e três meses de prisão, mas de acordo com o advogado Wallisson Pereira dos Santos, da defesa de Klaus, ele irá recorrer em liberdade. “Ele foi condenado em primeira instância e vai recorrer, ele continua recorrendo em liberdade”, declarou.

“Nós temos que ver o final do processo, qual que vai ser, não dá pra gente ter uma noção do que vai acontecer no final, mas depende da pena. Havia 33 vítimas, dentre as 33 vítimas, a acusação conseguiu comprovar o entendimento da justiça, nove imputações, então ele é condenado só apenas por nove. Então caiu muito mais da metade. 70% caiu durante o julgamento”, explicou ainda sobre a possibilidade do pastor voltar a ser preso.

Junto a ele, a esposa também foi condenada, mas já responde em liberdade. O advogado detalha que o casal enfrenta processos semelhantes. “A pastora conseguiu, assim que ela foi presa no primeiro momento, ela conseguiu a prisão domiciliar”, afirmou.

Na época do crime, a Polícia Civil encontrou duas clínicas clandestinas em datas próximas, ligadas a Klaus e sua parceira, Suelen. Em uma delas, 43 pessoas foram resgatadas em situação de cárcere privado e maus-tratos. 

A suspeita da nova clínica partiu de familiares das vítimas, que após a repercussão do caso do “Amparo Centro Terapêutico”, comandado pelo casal de pastores, procuraram a Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (Deai).

Na ocasião, 50 pessoas, entre 14 a 96 anos, foram encontradas em situação precária pela PC. Segundo a corporação, eles eram submetidos a tortura, ficavam trancados em quartos e não tinham acesso a medicação, acompanhamento médico e alimentação regular.

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